terça-feira, 22 de junho de 2010
Q.3 - Parcelas 41,42,43
Rua dos Canastreiros, 10, 12, 14 - Q.3 - Parcela 41
Parede de meação entre a Parcela 41 e a Parcela 42. Fotografia tirada de uma das janelas da Parcela 42(a) (b) (c)
Parcela 41, antes das obras (a), na fase de demolição (b) e depois de concluídos os trabalhos (c)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Rua de Baixo, 3/5 e VIela do Buraco, 4 - Parcela 71 - "Museu"
Edifício na Rua de Baixo, 3/5 e Viela do Buraco, 4 - Parcela 71 - Planta de Localização
O edificio antes das obras
Fachada na Rua de Baixo, antes das obras.
O aparecimento numa parede interior de uns "arcos" que funcionavam como chaminés, levaram a que fosse investigado a que corresponderiam. Anteriormente e através da consulta de elementos gráficos, por exemplo através de postais, encontrou-se um que representava o edifício, em questão, numa vista lateral, em que era visível o "aparelho" do granito da fachada, o que desde logo suscitou algumas interrogações e incentivou as pesquizas no local. Os especialistas em história e arqueologia, inclinaram-se para ter sido um local de fundição de metais, talvez de moedas (?). Tendo sido retirado o reboco da fachada, de imediato se detectou uma abertura, que estava oculta e encerrada com algumas pedras. (visível nesta fotografia). Simultaneamente o piso superior, que já aparentava ser um acrescento ao edifício original, foi retirado tendo sido encontradas algumas pedras em granito, com uma "meia cana" que serviam de caleiras para as águas pluvias. A localização destas "caleiras" determinaram a forma do telhado.
"Caleiras" em granito, com "meia cana"
"Caleiras" em granito com "meia cana".Casa no Largo do Terreirinho, 9/11/13 - Parcela 47
Fachada no Largo do Terreirinho, Parcela 47 , antes das obras.
Escoramento, no exterior, da fachada da Parcela 47 no Largo do Terreirinho

Escoramento, no exterior, da fachada da Parcela 47 no Largo do Terreirinhoquinta-feira, 10 de junho de 2010
As alterações urbanísticas na zona da Sé do Porto e a Torre Medieval
A origem do edifício designado por a Torre Medieval, remonta aos anos trinta, do século passado e foi construído especialmente para nele serem instalados os serviços do Gabinete de História da Cidade, que foi criado pela Câmara Municipal do Porto em 1936, na sequência de um Despacho de 24 de Março, do Ministro do Interior. É provável que os antecedentes desta decisão se possam encontrar numa Portaria de 1847, determinando que as Câmaras Municipais organizassem a sua história nos Anais do Município.
Demolições no actual Terreiro da Sé do Porto
Demolições no actual Terreiro da Sé do Porto
Demolições na zona da Sé do Porto. Actual Calçada de D. Pedro de Pitões
Demolições no Largo do Açougue
Demolições no largo do Açougue
Com projecto e orientação do Arqtº. Rogério de Azevedo, procedeu-se à demolição da Casa Torre, medieval, situada no Largo do Açougue e com o aproveitamento de algumas das suas paredes primitivas construiu-se o edifício, designado por Torre Medieval, sensivelmente no mesmo local daquela. [1]
Casa Torre
A partir de 1940, o Gabinete de História da Cidade transfere os seus serviços para o novo edifício, que está inserido na nova malha urbana da zona envolvente da Sé do Porto, resultante das profundas alterações urbanísticas efectuadas após os trabalhos de demolição de um número significativo de edifícios, e a criação de um amplo espaço, o Terreiro da Sé, circundado por uma balaustrada de granito, segundo uma ideia do Arqtº. Muzio[2] executada pelo Arqtº. Arménio Losa, então ao serviço da C.M.P..[3]
As alterações urbanísticas na zona da Sé do Porto.
in Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Junho, Setembro, Dezembro de 1945, Março de 1946, Nº 40 a 43
A necessidade de espaço para o desenvolvimento das actividades do Gabinete de História da Cidade levou a que no início da década de sessenta, tenha sido pensada a ampliação das suas instalações ou mesmo a construção de um novo edifício no topo da projectada Av. D. Afonso Henriques, cujo projecto, da autoria do Arqtº Fernando Doutel se supõe arquivado na Câmara Municipal do Porto.[4]
A Torre Medieval, foi também utilizada por associações populares, de carácter local.
II
A Torre Medieval, é um edifício composto essencialmente por dois volumes, ambos de planta quadrangular, sendo um deles, o de cércea mais elevada, com três pisos (r/c+ 2 pisos), que coroado de ameias, lhe confere a sugestão de Torre, e um outro, adjacente, com uma cércea de dois pisos (r/c + 1 piso), por onde, a nível do r/c se faz o acesso ao espaço interior do edifício.
Na sua construção foi utilizado o granito, que foi mantido aparente a nível das fachadas exteriores, e uma estrutura de betão - lages e vigas (aparentes) - nelas apoiada e num pilar central de secção quadrangular. A escada de comunicação entre o r/c e o primeiro piso é em betão, com degraus em granito sendo a outra escada existente, para comunicação entre o primeiro e segundo pisos, construída em madeira. A cobertura, um telhado em quatro águas, foi revestido a telha cerâmica assente numa estrutura de madeira.
O espaço interior é de uma forma geral amplo, existindo apenas compartimentação a nível do r/c, onde actualmente se situam os sanitários e sobre a zona de entrada um espaço separado da área central e principal por uma porta.
Se a nível do tratamento das fachadas, o edifício explicita algumas preocupações, nomeadamente no desenho das fenestrações e de alguns elementos decorativos, já o mesmo não se verifica no seu interior, que apesar de eventuais alterações praticadas pelos seus sucessivos utentes, que consistiram essencialmente na colocação de algumas paredes divisórias, em madeira, o edifício conserva praticamente intacta a sua estrutura original.
Apesar de se tratar de uma construção relativamente recente (dos finais dos anos trinta do corrente século), com todas as características de uma “arquitectura cenográfica” com uma linguagem medievalista utilizada nos restauros e reconstruções pelos Monumentos Nacionais, decorrente do espírito históricista que influenciou as Comemorações Centenárias de 1940, constitui uma memória e uma referência na envolvente urbana da Sé do Porto e da própria cidade.
Terreiro da Sé do Porto, na actualidade.
Terreiro da Sé do Porto, na actualidade.
[1] in Actividades Culturais da Câmara Municipal do Porto - Gabinete de História da Cidade - Rep. dos Serviços Culturais e Sociais da C. M. do Porto, MCMLI
[2] O Arqtº. Muzio, substitui em 1940 o Arqtº. Piacentini (Arqtuitecto oficial de Mussolini), que tinha sido contratado em 1938, pela Câmara Municipal do Porto para a elaboração de um Plano Geral para a Cidade.
[3] in Sérgio Fernandez Percurso - Arquitectura Portuguesa 1930 /1974, Edições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Textos Teóricos 7, 2ª edição, Porto 1988.
[4] in J. A. Pinto Ferreira Gabinete de História da Cidade do Porto - Sessão Comemorativa do Quadragésimo Aniversário da sua Fundação 1936 - 1976 , C.M.P., Porto MCMLXXVI.


























